Paróquia de São Pedro Apóstolo - Ponta Verde

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P. de São Pedro Apóstolo

Rua Gaspar Ferrari Moura, 251
Ponta Verde
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Horário de Missas

de terça a sexta: Às 17:30h
Sábado:  Às 17h e 19h
Domingo: Às 8h, 17h  e 19h
1ª Terça do mês - Missa de
Cura e Libertação: Às 19h.

O Pescador

Santo Sudário

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Festa da da Santíssima Trindade - 2016 PDF Imprimir E-mail
Homilias
santissima trindade1ª Leitura - Pr 8,22-31
Salmo - Sl 8,4-5.6-7.8-9 (R. 2a)
2ª Leitura - Rm 5,1-5
Evangelho - Jo 16,12-15
"Creio em Deus Pai Criador,
em Deus Filho Redentor
e em Deus Espírito Santo Santificador”

O primeiro domingo após a celebração de Pentecostes é dedicado à Santíssima Trindade, pois agora temos a manifestação completa de Deus que é Pai, que se revelou no Filho, Jesus Cristo, que nos salvou na Páscoa, e que conduz e santifica a sua Igreja através do Espírito Santo. A liturgia recorda-nos que acreditamos num só Deus em três pessoas distintas. A Trindade está presente em toda celebração Eucarística. Nesta celebração, refletindo nas leituras, vamos renovar nossa fé no Deus uno e trino, mistério de amor. Deus nos chama a viver este amor na sua Igreja, em unidade, em Família. Na Trindade as três divinas pessoas se integram e participam plenamente uma da outra.  Ao nos aproximarmos do mistério de Deus, contemplamos 3 olhares de Amor, cada qual com sua especificidade e características únicas e ao mesmo tempo complementares: O Pai que nos criou, o Filho que nos salvou, e o Espírito Santo que nos santifica, unindo-nos ao Pai e ao Filho.

Duvidar que estas 3 pessoas são um só Deus é duvidar de todo o Evangelho. No início do Evangelho de João, ele falando de Jesus nos diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus... Ele estava no princípio junto de Deus e Tudo foi feito por Ele, e sem Ele nada foi feito... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós”(Jo 1,1-14). Revelando que Jesus é Deus e é um só com o Pai. Jesus mesmo diz: “Eu e o Pai somos um" (Jo 10,30). E o Espírito Santo sendo também um só com o Pai e o Filho, está presente desde a criação (“o Espírito de Deus pairava sobre as águas” - Gn 1,2) e em toda manifestação de Deus.

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O DIACONATO FEMININO NA IGREJA CATÓLICA PDF Imprimir E-mail
Côn.José Everaldo

diaconisasNo dia 12 de maio de 2016 o Papa Francisco afirmou que pode promover um estudo sobre o diaconato feminino na Igreja primitiva. Mencionou o tema durante a audiência com a União Internacional de Superioras Gerais (UISG) no Vaticano. O tema não é novo e foi proposto uma vez mais em tempos recentes.

João Paulo II respondeu em 1994 à abertura anglicana com a carta “Ordinatio sacerdotalis” e negou categoricamente a possibilidade do sacerdócio feminino na Igreja Católica. E este documento deve ser entendido como uma definição “ex-cathedra”, isto é, infalível, como o exprimiu a Congregação para a doutrina da fé, no mesmo ano de 1994. O Cardeal Carlo Maria Martini foi quem falou da possibilidade de estudar a instrução do diaconato para as mulheres, que não menciona no documento papal.

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FESTA DE PENTECOSTES 2016 PDF Imprimir E-mail
Homilias

pentecostes 021ª leitura: Atos dos Apóstolos 2,1-11

Salmos 103

2ª leitura: 1º Coríntios 12,3b-7.12-13
Evangelho: João 20,19-23
“Recebei o Espírito Santo”

Na Solenidade de Pentecostes, com o derramamento do Espírito Santo sobre os apóstolos, o tempo pascal atinge a sua plenitude. A Igreja nascente é revestida com a força do Espírito para ser testemunha do Cristo ressuscitado a todas as nações. É na força do Espírito Santo que a Igreja nos batiza, tornando-nos filhos e herdeiros de Deus e co-herdeiros em Cristo (Rm 8,16-17). É no Espírito Santo que recebemos os sacramentos, que nos unem a Cristo e nos fazem ser Igreja, corpo de Cristo, reunindo todas as raças e línguas, na alegria da mesma salvação.

A descida do Espírito Santo, sobre a Igreja, acontece por ocasião da festa das tendas, ou pentecostes, que ocorria 50 dias após a páscoa Judaica. A festa das tendas celebrava a passagem pelo deserto, relembrando o milagre da água que saiu da rocha. Fazia-se uma procissão da fonte de Siloé até o templo e eram feitas súplicas a Deus para que não faltassem chuvas para as plantações. Era, neste momento também, que os Judeus, vindo de todas as partes, louvavam e agradeciam a Deus pelos frutos da colheita.

Esta celebração expressava a esperança de fazer brotar em Jerusalém um manancial a jorrar em todas as estações (Zc 14,8; Is 8,6; Ez 47). Este manancial se concretiza com a descida do Espírito Santo sobre a Igreja nascente, que fez jorrar em todas as estações (mesmo na frieza de nossos corações) e em todas a nações, a fonte de água pura do Batismo, Jesus Cristo. Pelo Espírito Santo, a Lei passa a ser gravada nos corações, como fora prometida por Deus em Ezequiel 36, 26-28.

A primeira leitura descreve os acontecimentos do dia do Pentecostes. O objetivo principal dessa passagem é apresentar a Igreja como a comunidade que nasce de Jesus, e que assistida pelo Espírito Santo é chamada a testemunhar aos homens a Salvação que Deus nos deu em Jesus Cristo.

É na Igreja reunida, que Deus se manifesta, que Ele se faz presente: “os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar”. Segue-se a narrativa da manifestação do Espírito. A “ventania” nos lembra o sopro que gera vida. A presença de Deus completa-nos, enche-nos, nos satisfaz. E como fogo, dá-nos uma alegria plena, que nos queima e nos dá entendimento da sua vontade, da sua Lei. A expressão “línguas” exprime a maneira de comunicar, de estabelecer laços entre as pessoas, e a identidade cultural de um povo. Este novo Povo é a Igreja, que deverá anunciar a Palavra de Deus.

Foi também com um barulho que veio do céu, com tempestade e com o fogo que Deus revelou a sua Lei no monte Sinai a Moisés (Ex 19,16-18; Dt 4,36). Da mesma maneira que Deus constituiu, através de Moises, os Israelitas como o Povo de Deus, agora em Pentecostes, Ele constitui a sua Igreja como Novo Povo de Deus. 
A Igreja deverá agora levar o Evangelho, a Boa Nova, a todas as nações, unindo todos os povos em um só povo, membros do mesmo corpo, o Corpo de Cristo. Assim se faz presente o efeito contrário da Torre de Babel (Gn 11,1-9), onde ninguém entendia a língua do irmão. Agora, em Pentecostes, “devotos, de todas as nações do mundo...ouviam os discípulos falar em sua própria língua”. Sem deixarem a sua cultura, as suas diferenças, todos os povos, agora escutavam “as maravilhas de Deus em sua própria língua”. Jesus morreu na cruz “para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos”.(Jo 11,52), para que houvesse “um só Senhor, uma só fé, um só batismo.” (Ef 4,5)

Se dermos continuidade a esta leitura na Bíblia, veremos que é através de Pedro, que a Igreja nascente, faz o anúncio para todos os povos (At 2,14).  Da mesma forma que o Povo de Israel, da antiga aliança, tinha em  Abraão “a rocha da qual foram talhados” (Is 51,2), o Novo Povo de Deus, a Igreja Católica, tem em Pedro, sua “Pedra” inicial, pois Jesus disse a Simão: “E eu te declaro:  tu és Pedro (pedra-rocha), e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18). A Igreja, nascida da ação do Espírito Santo, terá momentos de fraqueza, de queda como nós temos, mas Deus não permitirá que a portas do inferno prevaleçam contra ela. Pois “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água (batismo) e santificá-la pela Palavra (na Eucaristia), para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5,26-27). Por isso a nossa Igreja tem os adjetivos de “una, santa, católica e apostólica”.

O Pentecostes dos “Atos dos Apóstolos” é ação de Deus, por meio do Espírito Santo, na Sua Igreja, fazendo-a anunciar, ser testemunha de Jesus. Pelo Espírito Santo, ela se torna capaz de comunicar a Boa Nova, e pelo Batismo, faz-nos membros da Igreja, membros do corpo de Cristo e “Filhos de Deus”. Dá-nos o mesmo Espírito que nos revela a nova lei, do amor ao próximo, da partilha e da comunhão.espirito santo ccxccc

No Salmo de hoje, nos alegramos e louvamos a Deus que é grande em seu amor e nos envia Seu Espírito, que renova toda face da terra, todas as nações.

A segunda leitura reforça que é o Espírito Santo que alimenta e que dá vida a Igreja, “corpo de Cristo”. É o Espírito Santo que nos une, nos faz irmãos, filhos do mesmo Pai, membros da mesma Igreja. É Ele que concede os dons que enriquecem a comunidade e que fomenta a unidade de todos os membros; por isso, esses dons não podem ser usados para benefício pessoal, mas devem ser postos ao serviço de todos. Dizer que “Jesus é o Senhor” é deixar que o Espírito Santo, possa agir em nossa vida, servindo a Deus na comunidade e fazendo a Sua Vontade.

São Paulo alerta de que não existe atividade superior a outra, pois Deus é que age em todos os ministérios, para “o bem comum”. Lembra-nos que todos somos irmãos e membros da mesma Igreja, Corpo de Cristo. Ninguém se julgue superior em razão da função que desempenha ou de seu conhecimento, ou de suas “qualidades” humanas. O Senhor mesmo nos alerta: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Mc 9,35).

No corpo não existe um membro desnecessário, inferior a outro, ou que não faça falta. Todos são igualmente dignos e importantes para a formação do Corpo de Cristo. “Formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito”. Pois ao sermos batizados, na Igreja, recebemos o mesmo Espírito e em nós circula a mesma vida: a vida de Jesus Cristo.  

Os “dons” que recebemos devem servir para o bem comum e para reforçar a vivência fraterna. A Igreja deve ser o espaço para a partilha fraterna, no amor e na comunhão.

O Evangelho de hoje, é o mesmo do 2° Domingo da Páscoa. Mas notemos a estreita relação com “Pentecostes” e o que aconteceu, na primeira leitura. Da mesma forma que nos Atos dos Apóstolos, dos discípulos estavam reunidos em um mesmo lugar e Deus se faz presente “no meio deles”. Jesus ressuscitado traz em seu Espírito a Paz, a alegria, o fogo do seu amor. “O Senhor está conosco, Ele está no meio de nós”.  Como em Pentecostes, a presença de Deus, inunda aquela casa de alegria.

A segunda característica semelhante ao que ocorreu em pentecostes é o “Sopro sobre eles”, o “vento impetuoso” com o Espírito Santo de poder. Este vento, este sopro que dá o Espírito de Vida, da mesma forma que deu vida ao homem (Gn 2.7), agora dá uma Vida Nova aos apóstolos.

Também da mesma forma que em pentecostes, no Evangelho este Espírito que vem do sopro de Jesus, unge e prepara a Igreja para sua missão. A missão da Igreja é a mesma missão de Jesus. “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. Agora, os discípulos possuem a vida em plenitude e estão capacitados – como Jesus – para fazerem da sua vida um dom de amor aos homens. Animados pelo Espírito, eles formam a Igreja e são chamados a testemunhar – com gestos e com palavras – o amor de Jesus.

jesus apostoles2Em Jesus, a Igreja agora assume a missão de levar a salvação, de perdoar, de limpar o homem de todo pecado. É esta a missão dos bispos e padres. Aqueles que ungidos recebem a responsabilidade de “perdoar os pecados”. É no Espírito de Jesus Cristo, morto e ressuscitado, que os sucessores dos apóstolos podem perdoar, podem nos trazer a Paz, nos unindo no mesmo Pai, pelo Batismo. Os padres, como sucessores dos apóstolos, são portadores da salvação que ele, como cordeiro, realizou em sua paixão e que se concretizou no perdão dos pecados. Jesus Cristo constituiu a Igreja como o seu Corpo místico, para que prolongue a sua missão na história.

É a partir do dom Espírito que a Igreja, fundada por Jesus, nasce; que os apóstolos superam o medo e as limitações e dão testemunho ao mundo da salvação de Deus para nós.

A festa de pentecostes nos faz retomar a consciência do papel e da missão do Santo Espírito na vida da Igreja e na nossa vida. Sem o Espírito não existiria a Igreja, e todos nós estaríamos fadados ao fracasso. Com o Espírito, a Igreja é o Corpo vivo de Cristo, no qual os membros recebem a vida que vem da Cabeça, a seiva que vem do Tronco, que é Cristo. Com o Espírito, Jesus está vivo no meio de nós.

Francisco Jaeckson Moreira de Oliveira
Servo do Senhor (Lc 17,10)        
 
Ascensão 2016 PDF Imprimir E-mail
Homilias

 

 
 

ascensao de jesus ceusDomingo, 08 de Maio de 2016

1ª leitura: Atos 1,1-11

Salmo 46(47)
2ª leitura: Efésios 1,17-23
Evangelho: Lucas 24,46-53

“Ele foi levado para o céu”

Celebramos hoje a festa da Ascensão do Senhor aos céus. Com sua ascensão, Jesus é exaltado como Senhor de todos, como a plenitude de tudo que existe. Ao Introduzir-se na intimidade definitiva de Deus, Jesus também eleva à mesma intimidade, aqueles que unidos a Ele, morreram para o pecado e ressuscitarão no dia de sua volta gloriosa.  Ao subir aos céus, o Senhor não nos abandonou, pois ao nos deixar fisicamente, Ele derramou sobre sua Igreja, em Pentecostes, o Espírito Santo, que nos une a Ele, fazendo que Jesus possa reinar na sua Igreja. Com a Ascensão de Jesus celebramos o envio da Igreja a anunciar “a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações”. Também, hoje, se inicia a semana de oração pela unidade dos cristãos.

A 1ª leitura começa falando do 1º livro, que é o Evangelho de São Lucas. Tanto o Evangelho, como os Atos dos Apóstolos foram escritos para Téofilo, que significa “amigo de Deus”. O livro dos Atos dos Apóstolos quer mostrar que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e ações da Igreja nascente. Os ensinamentos e ações da Igreja serão iluminados pelo Espírito Santo, que vai inspirar a conduta dos primeiros cristãos. Eles serão testemunhas de Jesus, com suas vidas, com a prática da vida cristã na Igreja, na comunidade, no corpo de Cristo. Foi aos apóstolos, os seus amigos, que Jesus se manifestou, após sua ressurreição, aparecendo durante 40 dias, período em que celebramos o tempo da Páscoa. Este número 40 é simbólico, representa o tempo necessário para a preparação. Jesus apareceu apenas durante o tempo necessário, para lhes mostrar que estava vivo, para lhes instruir e preparar para a missão. Agora após essa preparação, é necessário aguardar a manifestação do Espírito Santo, a promessa do Pai.

Os apóstolos achavam então que seria neste momento que iria se “restaurar o Reino em Israel”. Jesus, porém,  adverte que “não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou” para que cada coisa se realize. Mas pelo Espírito Santo, viveremos o Reino de Deus, testemunhando a presença d’Ele em nosso meio, “até os confins da terra”. É esta a missão da Igreja.

A narração da Ascensão de Jesus, “levado ao céu”, é uma forma visível de descrever uma verdade de fé, expressa no credo da Igreja, de que Jesus “ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde a de vir a julgar os vivos e os mortos”. Este credo está manifestado também na 2ª leitura de hoje que nos diz que Deus “o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus”.

jesus-ascension2Porém não devemos ficar de braços cruzados, parados, apenas olhando para céu. Devemos, agora, testemunhar, vivenciar a presença de Jesus, no amor aos irmãos, vivendo em comunidade, na sua Igreja. Da mesma maneira que “vos foi levado para o céu”, Jesus nos vem do Céu, pelo Espírito Santo, se fazendo presente, se manifestando, em nossa vida, na sua Igreja, até a manifestação total e final de sua presença no fim dos tempos. Aí Jesus será “tudo em todos” (Cl 3,11).

O Salmo de hoje é nossa manifestação de alegria, diante de nosso Deus, diante de Jesus, que subiu ao céu, e agora “reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso”. A Ele devemos dar todo louvor, toda honra, toda glória, e assim deixar que Ele possa reinar também em nossas vidas.

Na 2ª leitura, São Paulo inicia com uma oração de súplica a Deus em favor dos fiéis de Éfeso. Pede para eles um espírito de sabedoria e revelação para conhecerem a Deus. A sabedoria e a revelação que nos leva a conhecer Deus nos vem pelo Espírito Santo. Por Ele somos iluminados sobre as verdades da fé.

São Paulo relata a entronização de Jesus nos céus, reforçando sua glorificação por Deus, quando após a sua paixão e morte, Deus o ressuscitou e o entronizou como Senhor absoluto do universo. Deus no seu imenso poder colocou “tudo sob os pés” de Jesus Cristo. E fez d’Ele “a Cabeça da Igreja, que é o seu corpo”.

A cabeça, Jesus Cristo, forma uma unidade indissolúvel com seu corpo, a Igreja. Isto implica em uma comunhão total de vida e de destino. É Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, que conduz a Igreja.  É n’Ele que o corpo cresce e se constrói. A Igreja é “a plenitude daquele que possui a plenitude universal”, Cristo. Então nela reside a “plenitude”, a “totalidade” de Cristo. A Igreja é o abrigo, a habitação, onde Cristo se torna presente no mundo. Na Igreja, Jesus, continua todos os dias a realizar o seu projeto de salvação. E se nós estamos ligados a Jesus Cristo, como membros do seu corpo, devemos também estar ligados à sua Igreja, da qual Ele é a cabeça. A Igreja é o corpo de Cristo, que ressuscitado está em toda parte. É na Igreja que somos fortalecidos com o Espírito Santo nos sacramentos. É na Igreja que adquirimos a sabedoria e a revelação para conhecermos a Deus. Como galhos da Videira, como membros do corpo de Cristo, não podemos ficar sem a seiva, sem a força do Corpo de Cristo, o Espírito Santo, que na Eucaristia que nos faz unidos a Cristo (Jo 6,56). “Jesus Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água (no Batismo) e santificá-la pela Palavra (na missa), para apresentar a si mesmo a Igreja, gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”(Ef 5,26s).

Deus é glorificado na sua Igreja, na ação concreta, no amor ao próximo, vivido na comunidade cristã, que testemunha Jesus vivo e ressuscitado para o mundo.

O Evangelho nos reforça a missão da igreja, apresentada nas leituras de hoje. Jesus ressuscitado, na hora de sua despedida, confia aos apóstolos, à sua Igreja, a missão: “em seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém”. Por isso, a Ascensão é uma festa missionária, festa de envio. Com a ascensão a Igreja é enviada a anunciar e fazer novos membros, do Corpo de Cristo, pelo batismo, para que tenham a salvação. Temos que participar da Igreja, como seus membros, para recebermos a salvação de Jesus. Aquele que acredita, e for batizado, isto é, pertencer à Igreja, será salvo, porém quem não crê, não receberá o banho que nos santifica pelo batismo (Ef 5,26s), e que nos faz participar do corpo de Cristo, na sua Igreja.

A ascensão e glorificação de Jesus é o penhor de nossa glorificação porque estamos unidos a Ele pelo batismo. Formamos com Ele um só “corpo”, na sua Igreja, do qual Ele é a cabeça. Onde Jesus está, estaremos nós também. Pois “quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com Ele na glória” (Cl 3,4).

A Igreja é o sinal da presença de Jesus no mundo. Todos nós, como membros da Igreja, somos chamados a testemunhar com nossa vida a presença de Jesus Cristo.

Vemos que ao subir aos céus, o Senhor não nos abandonou, mas nos promete enviar sobre a Igreja, o prometido do Pai: o Espírito Santo. É o Espírito Santo, que recebemos nos sacramentos, que nos une, nos faz entrar em comunhão com Deus e nos ajuda no testemunho e em toda a missão da Igreja de anunciar a conversão e o perdão dos pecados.

A ascensão e glorificação de Jesus nos dão esperança da nossa ressurreição e força para enfrentar os desafios deste mundo. Vivendo em comunhão com Jesus na sua Igreja, dando os frutos de amor, sinal da presença de Jesus em nosso meio, amando a Ele e amando o próximo, seremos também suas testemunhas, no anúncio da Boa Nova do Reino de Deus.

Francisco Jaeckson Moreira de Oliveira
Servo do Senhor (Lc 17,10)        
 
PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA PDF Imprimir E-mail
Côn.José Everaldo

peciceroO Papa Francisco devolveu no dia 13/12/2015 os direitos sacerdotais de Padre Cícero Romão Batista. Padre Cícero tem, agora, o marco zero para sua reconsideração, beatificação e posterior santificação. O bispo diocesano de Crato, dom Fernando Panico, anunciou esta imensa alegria para todos os nordestinos.

Enfim, após mais de cem anos de punição, a Igreja teve a coragem de reconhecer que estava errada e faz justiça ao padre santo do Nordeste. O Vaticano enviou uma carta à Diocese de Crato e aos romeiros de Juazeiro do Norte, em nome do papa Francisco, reconhecendo a importância de Padre Cícero para a evangelização: "E inegável que o Padre Cícero Romão Batista no arco de sua existência viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo e por isso mesmo desde o início foi compreendido e amado por este mesmo povo"' destaca trecho da carta do Vaticano.

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